Imagine só: ao abrir uma conta em um banco, você, de uma forma simples, migra para esse novo domicílio bancário todo o histórico de crédito construído ao longo de décadas de outra instituição – as contas pagas em dia, os salários depositados, as prestações, empréstimos, perfil de gastos – sem a necessidade de começar um relacionamento do zero. 

Agora imagine conseguir realizar pagamentos, transferências, movimentar suas contas a partir de diferentes plataformas e não só pelo aplicativo ou site do banco. Achou isso interessante? 

Com o Open Banking isso será possível. 

O Open Banking – na tradução literal “banco aberto” ou “sistema bancário aberto” – é um conceito chegou para transformar o mercado financeiro, impactando bancos e fintechs brasileiros. 

O princípio dele é simples: o consumidor é dono dos seus dados e deve ter liberdade para levar as suas informações financeiras para onde quiser. 

Para que o Open Banking seja possível é necessário adotar um meio de comunicação fácil que simplifique a portabilidade de dados. A tecnologia que possibilita isso é conhecida como API (Interface de Programação de Aplicativos) e permite que sistemas diferentes interajam entre si. As APIs são usadas em diversas aplicações e não apenas em plataformas financeiras. 

Novo conceito em expansão

O Reino Unido foi pioneiro na implantação desse sistema e hoje já são mais de 1 milhão de clientes que aderiram ao Open Banking. Na “terra da rainha”, esse sistema tem trazido uma nova forma de se realizar pagamentos e transferências, mostrando nesses primeiros anos muitos benefícios aos consumidores. 

No Brasil, o Banco Central está realizando a implementação do open banking em 4 etapas com entregas distintas, onde as etapas 1 e 2 já estão implementadas.

Saiba mais: Compartilhamento de dados open banking começa hoje

Até o momento já é possível o compartilhamento de dados dos grandes bancos, produtos e serviços oferecidos, entre outros. Para o consumidor já possível compartilhar e portabilizar seus dados com outros bancos e fintechs quando quiser.  

A implementação da etapa 3 irá permitir que os consumidores tenham acesso a serviços de pagamentos fora do ambiente bancário. 

Na última etapa, previsto para iniciar a implementação até final de dezembro desse ano, será possível compartilhar dados como serviços e produtos relacionados a operações de câmbio, investimentos, seguros e previdência. 

Os bancos ainda estão se ajustando a todo esse processo de melhoria, então nós, como usuários, podemos esperar que nos próximos meses muitas outras facilidades e funcionalidades venham a surgir, modificando a vida de quem precisa dos serviços bancários diariamente.

Segurança de dados 

Muitos se mostraram receosos quanto ao projeto devido a segurança por trás dos compartilhamentos de informações. Entretanto, para que os dados do consumidor não sofram vazamento ou mesmo, sejam utilizados para fins que não tenha sido autorizado, já passa a valer a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) fundamental para a segurança de todos, a qual podemos abordar em um outro momento

DICA DO GESTOR INSIDE

Clientes da Inside Sistemas já possuem à disposição soluções de pagamento simplificadas, que surgiram com o início do debate do Open Banking: é o caso do Boleto e do Cartão Inside. 

Com o Boleto Inside, você gera os seus boletos com uma tarifa única apenas na liquidação, sem a necessidade de envio do arquivo de remessa e retorno ao banco, pois o Sistema Service irá automatizar esse processo e fazer para você. 

Com o Cartão Inside, você pode cobrar seu cliente via cartão de crédito, seja uma venda ou a mensalidade, tendo muito mais assertividade no recebimento. Todos os dados do cartão do seu cliente são “tokenizados”, e uma vez com o cartão tokenizado, você pode processar uma nova venda, já que possui o cartão do cliente salvo contigo gerando maior segurança para sua empresa e seu cliente! 

Sobre o autor
Lucas Kowalski
Gerente de contas na Inside Sistemas

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