Presidente da Abese fala do mercado para 2017

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Presidente da Abese fala do mercado para 2017


O que colher de um ano em que se viveu uma intensa crise econômica e política? Se o pensamento inicial for dados negativos, ele não se aplica ao setor de segurança eletrônica brasileiro. Apesar do momento delicado do cenário nacional, ele foi um dos poucos segmentos que seguiu em crescimento e deve fechar o ano de 2016 com uma expansão de 4,5 a 5% em relação a 2015. Os dados ainda estão sendo apurados, mas as expectativas são positivas, afirma a presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), Selma Migliori. “O setor sofreu uma retração em comparação com anos anteriores, porém continuou a crescer”, resume.

Indústria
E quem puxou a fila foi a indústria nacional. O aumento no câmbio favoreceu esse alavanque, mas não foi só: as empresas se uniram em busca de soluções integradas e criaram novas ofertas para o mercado. “As empresas procuraram alternativas com custo menor e a indústria nacional se beneficiou com esse movimento”, complementa Selma. E o que comprova esse avanço são os 15% de crescimento médio desse segmento que compõe o gigantesco mercado de segurança eletrônico brasileiro.

Marco Regulatório

O ano de 2016 foi especial para o setor: crescimento em um cenário econômico incerto, eventos cada vez maiores e em todas as regiões do Brasil, inovação e tecnologia de ponta ao alcance dos consumidores, avanço em busca da aprovação da Lei que regulamenta a atividade são itens que estão na lista de conquistas do período. Esta última, aliás, foi aprovada em novembro passado pela Câmara dos Deputados após quase uma década de discussão. “A ABESE atua de forma permanente para regulamentar a atividade de segurança eletrônica e posicioná-la adequadamente no texto do Projeto de Lei 4.238/12, que institui o Estatuto da Segurança Privada”, reforça. Com a aprovação do texto na Câmara – agora ele segue para o Senado –  a atuação das empresas do segmento de segurança eletrônica está muito próxima de ser regulamentada, penalizando os grupos que oferecerem serviços e produtos sem licença. “Ao longo da sua história, a ABESE tem trabalhado intensamente para profissionalizar, reconhecer e regulamentar o nosso segmento”, destaca Selma.

Para 2017

Os trabalhos da entidade seguem fortalecidos para esse ano que está iniciando. Entre eles, a normatização pela ABNT de técnicas para vídeo monitoramento, sistemas de alarmes e controles de acessos. “Utilizamos parâmetros internacionais para normatizar as atividades do setor no nosso país. Já fizemos isso com a cerca elétrica e nossa expectativa é que novas normas sejam aprovadas neste ano”.

Além disso, a movimentação com o marco regulatório vem para fortalecer a indústria e os prestadores de serviços, que poderão levar aos seus clientes soluções mais qualificadas e eficazes, auxiliando o setor como um todo. “Esperamos que o crescimento seja semelhante ao de 2016, o que é, diante do cenário econômico que vivemos, uma grande conquista”, avalia a presidente da entidade.



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