Boleto Bancário: o meio mais querido de pagamento está em mudança

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Boleto Bancário: o meio mais querido de pagamento está em mudança


Quase uma unanimidade quando se fala em meios de pagamento, o boleto bancário é uma invenção tupiniquim que nos orgulha tanto quanto à jabuticaba.

A facilidade em emitir e receber pagamentos fez com que ele se popularizasse e, atualmente, cerca de 50 milhões de títulos são liquidados todos os meses nas redes bancárias do Brasil.

Porém, essa facilidade de uso e sua padronização criou grandes oportunidades para uso mal-intencionado da ferramenta. Temos hoje vírus e trojans que alteram os boletos ao serem impressos/recebidos na caixa de emails, boletos fraudulentos de cobrança e tantas outras artimanhas que fizeram o querido documento se tornar também temido.



Mudanças na estrutura

Na tentativa de melhorar o sistema, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), responsável pelo padrão e pelo sistema atual dos boletos, resolveu criar a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP).

A CIP irá funcionar como uma base centralizadora, onde todos os boletos, uma vez registrados em seus bancos de origem farão parte de um banco de dados único, que o banco/lotérica pode consultar ao receber um boleto e confirmar seus dados. Talvez ao pagar um boleto recentemente via Internet Banking, você já tenha percebido que fosse possível identificar o destinatário do pagamento - isso é possível através da consulta à CIP, que agrega as informações nesse novo modelo.

 VEJA O QUE HÁ DE NOVO NA EMISSÃO E PAGAMENTO DE BOLETOS


Gradual e constante

Essas mudanças já estão ocorrendo aos poucos, por meio das alterações das carteiras de boletos sem registro para boleto com registro, justamente para que ele possa figurar na CIP.
As faixas de valores e data para a obrigatoriedade do boleto registrado são os seguintes:



  • Desde 24 de março/2018 – R$ 800,00 ou mais
  • A partir de 26 de maio/2018 – R$ 400,00 ou mais
  • A partir de 21 de julho/2018 – R$ 0,01 ou mais
  • Em 22 de setembro/2018 - processo concluído, com a inclusão dos boletos de cartão de crédito e de doações, entre outros.

Burocracia e taxação
O que muda na prática? Emitir um boleto se tornará um pouco mais burocrático. Essa alteração já pode ser percebida para quem nunca registrou boletos e agora precisa enviar um arquivo de remessa ao banco para que isso aconteça. Uma vez que a CIP estará totalmente integrada, haverá ainda mais impacto: alterações como valor e vencimento devem ser comunicadas ao banco através de remessa, caso contrário o pagador terá problemas ao consultar os dados do boleto no banco de origem.

Ou seja, com a obrigatoriedade do registro, precisamos mandar arquivos ao banco:

- ao gerar o boleto (remessa de títulos),

- ao comunicar suas alterações (remessa de alteração),

- e em alguns casos, ao comandar sua baixa (remessa de baixa de títulos), já que alguns bancos cobram taxas e tarifas para manter o boleto em sua carteira depois de alguns dias do seu vencimento, gerando custos desnecessários.

É preciso entender que alguns bancos cobram tarifas ao você registrar o boleto, ao alterar, para manter ele na carteira depois de vencido, para protestar, para baixar do protesto e para quitação. Todos esses custos envolvidos podem levar boa parte do seu valor recebido.


Sobre os autores

CLEVERSON COLOGNI
Diretor de produto

LUCAS KOWALSKY
Consultor comercial




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