O mercado de segurança eletrônica foi um dos poucos a seguir em crescimento nos últimos anos – anos, aliás, de recessão e forte crise econômica e política. A abertura de novas empresas e o fortalecimento das já existentes dão mostras de que o setor está cada vez mais competitivo. Manter-se ativo e com projeções de crescimento é o que muitos empresários da segurança eletrônica almejam e para isso, fazer uma gestão profissional é essencial.

A base para esse processo está na área financeira da empresa. É nela que o gestor irá encontrar qual a melhor estratégia – ou até mesmo criá-la – de forma a atingir seus resultados.

A Gestão Financeira possui três funções primordiais:

  • análise e planejamento financeiro;
  • administração da estrutura de ativos;
  • administração da estrutura financeira (capital).

Essas atribuições contribuem para o planejamento em curto, médio e longo prazo bem como para o controle dos resultados do negócio. Para isso acontecer é preciso incluir na cultura financeira da empresa o controle de cobranças, processos de faturamento, manutenção do fluxo de caixa e redução de custos.

É importante destacar que, mesmo com as particularidades de cada empresa, o levantamento de dados é primordial para realizar a análise mais abrangente da área financeira e identificar onde estão os “ralos” que devem ser fechados para que novos valore sejam criados e a empresa cresça no mercado.

Meus gastos, seus gastos
Muitas empresas do mercado de segurança são administradas por membros de uma mesma família. Aí, o risco de utilizar recursos da empresa para cobrir despesas pessoais aumenta. Por isso, a primeira dica é separar os gastos pessoais dos gastos da empresa. Essa atitude é essencial para ter uma gestão saudável, com as contas em dia e projeção de investimentos. A empresa deve pagar “suas próprias” despesas e não as despesas que um familiar gerar, por exemplo.

Lucros reservados
A principal função de uma empresa é gerar lucro. É o que o seu proprietário almeja e luta para conquistar. Mas ele deve ser capitalizado e distribuído no fim de um período ou mensalmente por pró-labore. Ou seja, deve ser aplicado de forma racional, visando gerar estabilidade financeira para a empresa-  seja para ser utilizado em uma emergência ou para a fazer um investimento não planejado.  Ao visualizar o lucro desta forma, o gestor não corre o risco de descapitalizar a empresa em um momento de “grana curta”.

Custos Fixos
Ah, os custos fixos! Eles acompanham a vida da empresa todos os dias, de janeiro a janeiro e por tudo isso devem ser analisados com muito cuidado pelo gestor. Pequenos desperdícios mensais podem se tornar grandes buracos no fim de um exercício. Assim vale adotar medidas que tragam economias em custos como a água, o telefone a energia elétrica e realocar os recursos em áreas estratégicas da empresa.

Frota no rumo certo
Tão essencial para o fluxo do negócio, mas tão responsável por um elevado custo, a frota deve ser controlada rigorosamente. O gestor deve ter “na ponta do lápis” informações atualizadas como abastecimento por veículo, trocas de óleo, despesas mecânicas, média de consumo entre outros dados que o permitam analisar qual é o veículo e o condutor que estão gerando mais despesas para a empresa.

A rotina do fluxo de caixa
Não tem outra forma de manter a gestão financeira alinhada sem alimentar o Fluxo de Caixa diariamente. Seja em uma planilha ou em um sistema de gestão, o Fluxo deve conter os grupos de despesas e custos, como impostos, folhas de pagamento, combustíveis. É com ele que todas as entradas e saídas de capital são registradas para verificação e análise.

Além dos dados absolutos gerados, o gestor pode adicionar uma coluna com metas de gastos para cada item. Ao fim de um período esses serão os parâmetros que irão colaborar na decisão sobre como agir onde a empresa está gastando mais do que deveria.

Por isso, dedicar tempo e ter disciplina para estabelecer esses parâmetros é fundamental para avançar em outros passos: estabelecer metas de vendas e projeção de crescimento, antecipar decisões quanto à falta ou à sobra de dinheiro, ajustar o preço de venda para cima o para baixo, verificar se o recebimento por vendas será suficiente para cobrir gastos assumidos e previstos, entre outros.

Sobre o autor
Jefferson Favreto Adornes
Suporte Externo na Inside Sistemas, administrador, sempre em busca de conhecimento e informação para a gestão das empresas de segurança. Atua na área de implantação de sistemas há 7 anos e está finalizando a sua segunda graduação na área de Contábeis.

 

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