Por Nicolas Pletsch, durante evento Gestor Inside Online

Ele está a frente da empresa fundada pelos pais. Mas antes disso, estudou, viajou, trabalhou em outro país, passou por todos os setores da empresa da família, conheceu os processos e se preparou para assumir a tão importante função de sucessor.

A sucessão familiar nas empresas de segurança é um assunto inerente a muitos gestores. Falar disso é imprescindível para que tudo ocorra da melhor maneira, sempre respeitando a história e almejando novos desafios

O convidado e cliente da Inside Sistemas, Nicolas Pletsch compartilha sua experiência neste vídeo:

Se preferir, confira os destaques de sua fala neste resumo:

O cenário não é otimista

– 90% das empresas no Brasil são familiares – elas representam 65% do PIB e 75% da força de trabalho é empregada em empresas de gestão familiar.

– 70% das empresas brasileiras não passam pela geração do fundador. É um dado surpreendente, mas é uma realidade. Dentro do processo de sucessão percebi o quão complexo é esse processo e o quão simples ele pode ser. Muitas vezes os envolvidos ficam teorizando mas não entra no ponto mais importante do processo. Se não bem conduzida, gera conflitos.

Mas é possível realizar uma sucessão com êxito

– Honrar o fundador. Tudo o que foi construído, a sua história, deve ser respeitado. As vezes o sucessor entra com uma visão de querer mudar tudo, mas não dá conta de que tudo o que foi feito é o que trouxe a empresa até a situação atual. Quando uma empresa inicia, geralmente ela se forma com pessoas próximas, especialmente no segmento da segurança eletrônica.

Se um sucessor está à altura da sua herança, ela o serve; caso contrário ela o destrói.
Ayn Rand

– Sucessor não é herdeiro. Tem que ter um entendimento de que o herdeiro só usufrui do que foi construído. E isso tem que estar claro para as duas partes. O sucessor deve multiplicar o que já foi construído. Ele não começa do zero. Ele chega em um cenário mais favorável.

– É preciso ter disposição para aprender. O fundador tem um repertório maior e pode transmitir isso ao sucessor.

– O papel do fundador: o fundador não pode demonstrar que o negócio é um peso. Já pensou o pai chegar todos os dias em casa reclamando da empresa, como uma criança, ao observar isso, vai querer trabalhar nesse lugar? Compartilhar informações também é muito importante. Tornar as coisas sigilosas não é o melhor caminho para uma sucessão bem sucedida.

Por onde começar?

– Acompanhar a trajetória da empresa, inserir o sucessor no negócio, mas sem pressão. Pode-se sim, direcionar, apontar caminhos, mas cada um tem vocações diferentes que devem ser levadas em consideração.

– Em uma empresa de segurança, o começo tem que ser na parte operacional: tem que ralar muito, atender ocorrências, participar das instalações. Viver essa experiência é essencial para tomar decisões no futuro. Também é interessante trabalhar em outra empresa e ver outras realidades, ou até, abrir um novo negócio próprio.

– Conflitos entre gerações: eles sempre existirão, mas o respeito deve prevalecer. Tem que dialogar, chegar a um entendimento mesmo em meio a divergência. É preciso construir junto.

– O sucessor deve ser sócio? As vezes os fundadores se questionam, e agora, como remunerar o sucessor? Ela tem que ser condizente com a função que está sendo desempenhada, e por meio da meritocracia, conquistar mais valores. Não necessariamente o sucessor tem que ser sócio. As vezes o sucessor não está na família.

 – A sucessão ela pode ser em qualquer área da vida. Ela acontece naturalmente, de geração para geração.  

Sobre o autor
Nicolas Pletsch
Fundador na PLETZZ, Geração Sucessora, CEO da Rota Smart – Segurança Inteligente, formado em Administração com MBA em gestão empresarial pela Fundação Getúlio Vargas.

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